sábado, 25 de janeiro de 2014

Minha Filosofia da Farinha

As verdades que possuímos são como farinha e os lugares onde depositamos e nomeamos tais verdades são como sacos, mas que presunção e rebaixamento indigno é esse de dizer que no final das contas tudo é farinha do mesmo saco... Prefiro dizer o contrário, que cada um crie orgulhosamente um saco respectivo, lhe dê um nome que achar que deve dar e defenda esse saco até onde pessoalmente achar que deve defender. Se a farinha que puser dentro é a mesma para todos, isso é impossível saber, aliás, o que muda alguém querer a veracidade disso se não é deixar de se orgulhar do próprio saco e não ver mais nenhum outro saco para se orgulhar (além de desdenhar feito sanguessuga o saco dos outros)? Onde depositará a farinha que nem ao menos pode comprovar se é a mesma dos outros? Se você tem uma farinha na mão e encontrou algum saco alheio que lhe foi empático então deposite alegremente sua farinha lá, se não for o caso então deposite no seu próprio saco incomparável e seja feliz, e ainda se por o acaso não tiver nenhuma farinha na mão também não tem problema, mas não me vem encher... digo, rasgar o saco dos outros!

                                                                           Philip G. Mayer


        

Nenhum comentário:

Postar um comentário