quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Caos!

Tudo que vemos, tudo que nos rodeia, tudo que somos, é caos! A terra é caos, a matéria é caos, o espaço é caos. Mas então alguém poderia lançar a pergunta: como pode tudo ser caos se podemos perceber certas leis da lógica, padrões de repetição e ordens hierárquicas na natureza? Ora, tais propriedades que percebemos no todo é apenas o quadro que inferimos e que se apresenta nesse dado instante do caos em constante mutação, quem garante que todo esse quadro já não foi diferente em épocas atrás e já se apresentou das formas mais inconcebíveis possíveis à reles imaginação humana? Tanto nos seus aspectos e repetições quanto ordens hierárquicas?... E desse instante que estamos em meio a essa infinita mutação da matéria que é o próprio tempo sem começo e nem fim e da qual toda lógica e hierarquia depende, encaminhamo-nos então rumo igualmente a outras tantas formas, aspectos e hierarquias futuras do todo, podendo mesmo especularmos se daqui a um sem número de anos não poderíamos estar presentes por acaso até justo no exato quadro de realidade em que nos encontramos agora.

                                                                              Philip G. Mayer


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